agosto 10, 2011




Era no tempo da intensidade dos dias, quando o alegre murmurar do regato abafava a teia do asfalto. Bebia ocasos e madrugadas a olhar as aves, a senti-las, a entender a sua bússula.
A inquietude nunca se desfazia, nunca se desfez. Aprendi a sentir-lhe a respiração, a conhecer-lhe as manhas, a rir-me com ela. Mas há apelos que nunca se inquietam. E parti.
Quando me despedi, num vislumbre, atiraste-me uma flor.
Ainda hoje lhe sinto o aroma.

4 comentários:

  1. Um texto muito bonito.
    Foi mais uma belíssima escolha que fizeste.
    Querida amiga, bom resto de semana.
    Beijo.

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  2. Aprendeste a viver com a inquietude. Porém, tu eras o esplendor de um astro, que irradiava luz na corola da flor que atiraste quando partiste, cujo aroma ficou para amoroso encanto...

    (Fui gozar uns dias de férias. Estive em Barcelona, cidade que adoro. Daí só agora te escrever)

    O meu Beijo!
    AL

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  3. achei este texto do AC dos mais lindos que escreveu, por isso o trouxe aqui.
    gostei que tivesses gostado.
    também gosto que passes por aqui, querido amigo.
    bom resto de semana, Barcelli.
    beijo.

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  4. eternamente sedutor e romântico, Albino!
    férias felizes!
    contente por teres passado por aqui.
    beijinho meu.

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