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agosto 10, 2011




Era no tempo da intensidade dos dias, quando o alegre murmurar do regato abafava a teia do asfalto. Bebia ocasos e madrugadas a olhar as aves, a senti-las, a entender a sua bússula.
A inquietude nunca se desfazia, nunca se desfez. Aprendi a sentir-lhe a respiração, a conhecer-lhe as manhas, a rir-me com ela. Mas há apelos que nunca se inquietam. E parti.
Quando me despedi, num vislumbre, atiraste-me uma flor.
Ainda hoje lhe sinto o aroma.